– Ingerir água com freqüência (lembre-se que o idoso tem menos sede e, portanto, é mais propenso a desidratação);

– Evitar banhos quentes e demorados (máximo de 5 minutos);

– Não usar buchas ou esponjas, pois reduzem a proteção da pele, aumentam o ressecamento e o risco de alergias;

– Usar sabonetes suaves ou neutros (glicerinados);

– Após o banho, secar, suavemente, a pele das pernas e braços com a toalha (fricção exagerada, especialmente nos antebraços, pode gerar manchas roxas, também chamadas de púrpuras senis). Esse fenômeno se dá pelo fato da pele do idoso ser mais fina e frágil, resultado da diminuição importante de colágeno, e os vasos ficam mais propensos a romperem e extravasarem sangue. Essa alteração é conhecida por dermatoporose, isto é, diminuição do tecido que suporta as estruturas da pele, em paralelo com a osteoporose. Tal problema costuma ocorrer em outras atividades do dia a dia que podem atritar ou ferir a pele fina, como na jardinagem, limpeza da casa, esportes, cuidado dos netos… Nessas situações, recomenda-se vestir camisas ou camisetas de manga longa, pois servem de proteção física para os antebraços, além do uso de cremes emolientes (hidratantes). Convém lembrar que o uso de medicamentos como aspirina (AAS), anticoagulantes, corticóides e outros também podem causar e agravar essas manchas roxas.

– Hidratar, diariamente, a pele do corpo, principalmente os braços e pernas (áreas mais secas), com cremes ou loções (sem fragrâncias). O momento mais propício para esse procedimento é após o banho, pois, assim, a eficácia da hidratação aumenta. Inúmeros produtos de boa qualidade estão disponíveis nas drogarias para esse objetivo. Outra opção são emolientes à base de ureia, formulados em farmácias de manipulação.

Fonte: Sociedade Brasileira de Dermatologia